FÁVARO VÊ MOBILIZAÇÃO NAS RUAS E DEBATES COMO CHAVES PARA LULA VIRAR DISPUTA
O senador Carlos Fávaro (PSD) avalia que a mobilização popular e o desempenho nos debates e entrevistas podem ser decisivos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições presidenciais.
Em entrevista exclusiva concedida no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, Fávaro afirmou que a campanha petista ganhou novo impulso com a participação de apoiadores nas ruas. Segundo ele, o receio de um retrocesso político tem despertado principalmente a militância jovem e pessoas que, até então, estavam distantes da disputa eleitoral.
“O segundo turno começa com uma vantagem para o Flávio Bolsonaro, mas a campanha pegou o corpo, a campanha do presidente Lula, nós conseguimos mostrar a diferença [...] parece que o brasileiro acordou, brasileiros que estavam apáticos à eleição, que não estavam querendo participar e nem bater, de repente acordou no segundo turno, e há um movimento espontâneo nas ruas”, declarou.
De acordo com o senador, as manifestações começaram no Rio de Janeiro e ganharam força em São Paulo e em outras regiões do país. Em Cuiabá, apoiadores de Lula também realizaram um ato neste domingo (19), reunindo dezenas de pessoas.
Fávaro, que não conseguiu se reeleger ao Senado, acredita que a movimentação nas ruas pode alterar o cenário eleitoral a poucos dias da votação. Para ele, a exposição dos candidatos na televisão e a capacidade de mobilizar eleitores serão fatores importantes na reta final da campanha.
“[As pessoas] acordaram para o risco do retrocesso do Brasil, isso embaralha de novo as eleições e a percepção neste momento, há nove dias da eleição, é que está muito empatado e quem se sair melhor nos debates da televisão, nas entrevistas de grande repercussão e continuar mobilizando a população vai vencer as eleições”, afirmou.
A avaliação foi feita após o primeiro debate entre os presidenciáveis no segundo turno, realizado pela Band no domingo (18). O confronto foi marcado por momentos de tensão e troca de críticas entre os candidatos.
Na visão de Fávaro, a disputa segue aberta, e o desempenho dos dois concorrentes nos próximos compromissos públicos poderá influenciar a decisão dos eleitores antes da votação.
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