Após operação do Gaeco, Bruno Rios rebate ameaça de Wanderley Cerqueira: “Procura um culpado”
Vereador afirma que não tem envolvimento nas suspeitas investigadas e critica declaração do presidente da Câmara de Várzea Grande, que disse que ele “vai pagar” durante sessão
O vereador Bruno Rios (PL) rebateu as declarações do presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), após ser alvo de críticas durante a sessão ordinária desta terça-feira (20). O desentendimento ocorreu horas depois da deflagração da Operação Cathedra Venalis, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga suspeitas de irregularidades na eleição da Mesa Diretora do Legislativo várzea-grandense.
Durante a abertura da sessão, Wanderley afirmou que Bruno Rios “vai pagar”, declaração interpretada pelo parlamentar como uma ameaça. Em resposta, Bruno afirmou que o presidente da Câmara estaria tentando encontrar alguém para responsabilizar pela investigação.
“Eu não tenho nada a ver com essa situação, graças a Deus. Eu fico triste pelos demais colegas, mas cada um responde pelos seus atos. Foi isso que eu informei para ele. O mesmo está procurando um culpado pelas situações. Eu falei: olha, eu respondo pelos meus atos e não pelos seus atos”, declarou Bruno à imprensa.
BRUNO CLASSIFICA REAÇÃO COMO EXAGERADA
Questionado sobre o comportamento de Wanderley durante a sessão, Bruno considerou a manifestação exagerada e voltou a criticar a postura do presidente da Câmara.
“Com certeza, sem sombra de dúvidas. Acredito que o mesmo está procurando o culpado, tentando imputar a outras pessoas os atos por ele praticado”, afirmou.
As declarações aumentaram a tensão política no Legislativo municipal, que enfrenta questionamentos relacionados à eleição antecipada da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028.
Bruno Rios foi o responsável por apresentar a reclamação ao Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na anulação da eleição realizada em maio. A decisão foi proferida pelo ministro Dias Toffoli.
VEREADOR ESTRANHA ENVOLVIMENTO DE PARLAMENTARES DE CUIABÁ
Ao comentar a operação, Bruno afirmou que ainda não possui informações detalhadas sobre o conteúdo da investigação e demonstrou surpresa com a presença de vereadores de Cuiabá entre os alvos.
“Ainda é preliminar, a gente ouve situações de todos os lados. Hoje a imprensa tem um poder de informação muito maior até do que nós vereadores. O que a gente sabe em relação aos bastidores ainda não foi nada divulgado ou conversado. O que a gente sabe é que existe um número suficiente, inclusive até vereador de Cuiabá, o que me causa estranheza”, declarou.
O parlamentar informou que pretende buscar esclarecimentos oficiais junto ao Gaeco para compreender o alcance das investigações e avaliar possíveis providências no âmbito da Câmara Municipal.
Segundo Bruno, o objetivo é garantir que os fatos sejam esclarecidos e que eventuais responsabilidades sejam apuradas pela Justiça.
OPERAÇÃO INVESTIGA ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA
A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada na manhã desta terça-feira (20) para investigar suspeitas de corrupção e outras possíveis irregularidades relacionadas às articulações políticas para a escolha da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
Ao todo, 15 vereadores estão entre os alvos, sendo 13 de Várzea Grande e dois de Cuiabá. A ação mobilizou mais de 200 agentes e incluiu o cumprimento de 30 mandados de busca e apreensão em Várzea Grande, Cuiabá e Chapada dos Guimarães.
Entre os investigados está o próprio Wanderley Cerqueira, atual presidente da Câmara várzea-grandense.
As investigações seguem em andamento, e o cumprimento dos mandados não representa condenação dos envolvidos. Até o momento, não há conclusão definitiva sobre as suspeitas apuradas.
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