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Política OPERAÇÃO POLICIAL

Gaeco mira 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá em operação sobre eleição da Mesa Diretora

Operação cumpre 30 mandados em três municípios e investiga suspeitas de corrupção e outras irregularidades nas articulações para o comando da Câmara de Várzea Grande

R Redação Folha de VG
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Gaeco mira 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá em operação sobre eleição da Mesa Diretora

Treze vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá estão entre os alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta terça-feira (20). A investigação apura suspeitas de corrupção e possíveis irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.

A operação alcança integrantes dos Legislativos de Várzea Grande e Cuiabá. Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços localizados nas duas cidades e também em Chapada dos Guimarães.

VEJA OS VEREADORES DE VÁRZEA GRANDE ALVOS DA OPERAÇÃO

Entre os parlamentares investigados está o atual presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB).

Também aparecem na relação:

- Rogerinho da Dakar (PSDB);
- Raul Curvo (Republicanos);
- Gisa Barros (Podemos);
- Cilcinho (PV);
- Braz Jaciro (PSDB);
- Alessandro Moreira (MDB);
- Wender Silva (Republicanos);
- Denival Galibert (PSB);
- Miguel Angel (Cidadania);
- Lucélia Oliveira (Agir);
- Kleberton Feitoza (PSB);
- Emerson Cesar (PP).

Além dos vereadores, a investigação também tem como alvos a diretora financeira da Câmara de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inha, conhecida como Lori, e o secretário legislativo Samir Japonês (PL).

DOIS VEREADORES DE CUIABÁ TAMBÉM SÃO ALVOS

Na capital mato-grossense, a operação atinge o vereador Ilde Taques (Podemos), eleito presidente da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2027/2028, e o vereador Alex Rodrigues (Podemos).

A inclusão dos parlamentares de Cuiabá amplia o alcance da operação, que tem como foco principal as suspeitas de irregularidades envolvendo a disputa pelo comando do Legislativo várzea-grandense.

Segundo as informações divulgadas, o Gaeco busca reunir novos elementos sobre a possível atuação de uma organização criminosa na prática de crimes contra a Administração Pública.

INVESTIGAÇÃO COMEÇOU APÓS DENÚNCIAS SOBRE ELEIÇÃO

As investigações tiveram início em maio, após denúncias envolvendo uma suposta compra de votos e possíveis práticas de ameaças, extorsão, chantagem, corrupção e cárcere privado durante as articulações para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

Uma das suspeitas envolve a permanência de vereadores em uma chácara do município antes da votação.

Conforme a denúncia, Wanderley Cerqueira teria reunido parlamentares que apoiavam sua candidatura para evitar possíveis abordagens de integrantes do Executivo municipal e mudanças de posicionamento às vésperas da eleição.

As circunstâncias relatadas integram a investigação e ainda não representam conclusão definitiva sobre a ocorrência dos crimes.

ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA FOI ANULADA PELO STF

A disputa pelo comando da Câmara de Várzea Grande ocorreu de forma antecipada para o biênio 2027/2028.

Na ocasião, Wanderley Cerqueira venceu Lucas do Chapéu do Sol (PL), parlamentar aliado da prefeita Flávia Moretti (PL). A realização antecipada do pleito havia sido autorizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Entretanto, em 21 de maio, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a eleição após acolher uma reclamação apresentada pelo vereador Bruno Rios (PL).

A decisão considerou que a escolha da Mesa Diretora deveria respeitar o período permitido para a realização da votação, a partir de outubro do ano anterior ao início do mandato.

INVESTIGAÇÕES CONTINUAM

A Operação Cathedra Venalis busca aprofundar a apuração sobre as circunstâncias que envolveram a eleição da Mesa Diretora e identificar eventuais responsabilidades.

O cumprimento dos mandados de busca e apreensão não significa condenação dos investigados. As suspeitas deverão ser analisadas pelas autoridades competentes, respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Até a divulgação das informações utilizadas nesta reportagem, não haviam sido apresentadas manifestações das defesas dos parlamentares e demais investigados citados.

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